Organização financeira da família empresária: 7 hábitos essenciais
Antes de qualquer estrutura societária, o patrimônio familiar precisa de organização. Sem ela, nem a melhor holding funciona: a confusão entre contas pessoais e da empresa é, inclusive, um dos motivos que levam a Justiça a desconsiderar a separação entre os bens dos sócios e os da sociedade.
1. Separe as contas da família e da empresa
Cada CNPJ com sua conta bancária. Despesas pessoais não passam pela empresa, e receitas da empresa não caem na conta pessoal.
2. Defina como cada um é remunerado
Quem trabalha na gestão recebe pró-labore (com INSS e IR). O retorno sobre o capital vem como distribuição de lucros, conforme a participação de cada sócio. Misturar as duas coisas gera conflito e risco fiscal.
3. Tenha um orçamento anual
Preveja receitas (aluguéis, dividendos), despesas fixas (IPTU, condomínios, manutenção, contador) e investimentos planejados. Compare o realizado com o previsto a cada trimestre.
4. Mantenha uma reserva para o patrimônio
Imóveis vagos, reformas e inadimplência acontecem. Uma reserva equivalente a alguns meses de despesas evita vender bens às pressas.
5. Centralize os documentos
Matrículas atualizadas, contratos de locação, apólices, contratos sociais e declarações de IR em um repositório organizado e com cópia de segurança. Na sucessão, documento faltando vira atraso e custo.
6. Registre as decisões
Reuniões de sócios com ata, mesmo que simples. Isso protege quem decidiu e informa quem não estava presente.
7. Revise o planejamento periodicamente
Casamentos, nascimentos, mudança de regras tributárias e compra ou venda de bens alteram o cenário. Uma revisão anual com contador e advogado mantém o planejamento atualizado.
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um advogado e de um contador para o caso concreto da sua família. Regras tributárias mudam com frequência: confira a legislação em vigor antes de decidir.
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